Você comprou um guarda-roupa, montou, usou por alguns anos e aí chegou a hora da mudança. Não passa pela porta, não cabe no elevador e levar inteiro está fora de cogitação. A solução parece óbvia: desmontar tudo e montar novamente no endereço novo.
O problema é quando essa não é a primeira vez.
Talvez o mesmo guarda-roupa já tenha passado por duas ou três mudanças e aquela dúvida começa a aparecer: dá para desmontar e montar guarda-roupa várias vezes ou chega uma hora em que o móvel simplesmente não aguenta mais?
A resposta não depende apenas da quantidade de vezes que ele foi desmontado. O material do móvel, o tipo de parafuso, o estado dos furos e, principalmente, a forma como cada desmontagem e montagem foi feita podem determinar se o guarda-roupa ainda vai ficar firme ou se vai começar a apresentar folgas, portas desalinhadas e outras dores de cabeça.
Então, antes de pegar a parafusadeira e começar a tirar peça por peça, vale entender até onde o seu guarda-roupa aguenta esse processo e quais cuidados podem aumentar bastante a vida útil dele.

Afinal, quantas vezes dá para desmontar e montar um guarda-roupa?
Se você chegou aqui esperando um número exato, tipo “até três vezes está tudo certo”, a resposta é: não existe uma quantidade máxima que vale para todos os guarda-roupas.
Um móvel de boa qualidade, bem conservado e desmontado com cuidado pode passar por mais de uma mudança sem grandes problemas. Já outro pode apresentar folgas e perder firmeza logo depois da primeira desmontagem.
Isso acontece porque, toda vez que você desmonta e monta um guarda-roupa, algumas partes são novamente submetidas a esforço. Parafusos são retirados e recolocados, cavilhas saem do lugar e os mesmos pontos de fixação precisam suportar outra montagem.
Com o tempo, principalmente em móveis de MDF e MDP, os furos podem ficar mais largos ou começar a perder resistência. É aquela situação clássica: você aperta o parafuso, mas percebe que ele já não fica tão firme quanto antes.
Mas isso não significa que desmontar uma vez vai estragar o guarda-roupa. O problema costuma aparecer quando há desmontagens frequentes, montagem feita de maneira incorreta ou peças que já estão desgastadas.
Por isso, em vez de perguntar apenas “quantas vezes esse guarda-roupa já foi desmontado?”, vale fazer outra pergunta: em que estado ele está agora?
Um guarda-roupa que já foi desmontado três vezes, mas recebeu os cuidados certos, pode estar em melhores condições do que outro que passou por uma única desmontagem feita às pressas.
E tem outro detalhe que pesa bastante nessa história: o material usado na fabricação do móvel. Alguns suportam esse processo melhor do que outros.

O material do guarda-roupa faz muita diferença
Dois guarda-roupas podem parecer praticamente iguais por fora e reagir de formas bem diferentes depois de uma desmontagem. Isso acontece porque o material da estrutura influencia diretamente na resistência do móvel.
Nos guarda-roupas de MDP, bastante comuns atualmente, é preciso ter atenção principalmente aos pontos onde entram parafusos e outros fixadores. Retirar e colocar essas ferragens repetidas vezes pode desgastar o local da fixação e fazer com que, depois de algum tempo, o parafuso já não tenha a mesma firmeza.
Com o MDF, a situação é parecida. Apesar de ser um material bastante utilizado na fabricação de móveis, ele também pode sofrer danos quando parafusos são retirados e recolocados várias vezes no mesmo ponto. Se a desmontagem for feita de qualquer jeito, o furo pode aumentar, lascar ou perder resistência.
Já um guarda-roupa de madeira maciça tende a suportar melhor esse tipo de processo, principalmente quando possui boas ferragens e encaixes. Mesmo assim, isso não significa que ele possa ser desmontado infinitamente. Parafusos, dobradiças, encaixes e outras partes também sofrem desgaste com o uso.
E não é só o material dos painéis que importa. A qualidade das ferragens e o próprio projeto do móvel também fazem diferença. Alguns guarda-roupas são desenvolvidos com sistemas de montagem que facilitam a desmontagem e remontagem. Outros dependem de fixações que podem perder resistência mais rapidamente quando mexidas várias vezes.
Por isso, antes de desmontar e montar um guarda-roupa novamente, não basta olhar para a aparência dele. É importante verificar como estão os pontos de fixação e a estrutura como um todo.
Até porque o móvel pode estar bonito por fora, mas começar a mostrar os sinais de desgaste justamente quando os primeiros parafusos forem retirados.
O que acontece com o guarda-roupa cada vez que ele é desmontado?
Desmontar um guarda-roupa não é simplesmente fazer o caminho contrário da montagem. Cada vez que o móvel passa por esse processo, as peças e os pontos de fixação podem sofrer um pouco de desgaste.
Os furos dos parafusos são um bom exemplo. Depois de algumas retiradas e recolocações, eles podem começar a perder firmeza. Aquele parafuso que antes ficava bem preso passa a girar com facilidade ou já não consegue deixar duas peças tão firmes uma contra a outra.
As cavilhas e os encaixes também merecem atenção. Dependendo do móvel, uma cavilha pode ficar presa, quebrar durante a retirada ou deixar o encaixe mais folgado. O mesmo vale para minifix, dobradiças, corrediças e outras ferragens utilizadas na estrutura.
E existe uma parte que costuma dar trabalho na desmontagem: o fundo do guarda-roupa. Em alguns modelos, ele é fixado com pequenos pregos ou grampos. Retirar tudo sem danificar a chapa exige cuidado, principalmente quando o material já está mais antigo ou fragilizado.
O resultado de uma desmontagem malfeita pode aparecer somente depois que o guarda-roupa é montado novamente. Portas que antes fechavam normalmente ficam desalinhadas, gavetas começam a pegar, a estrutura balança ou surgem pequenas folgas entre as peças.
Por isso, quando falamos em desmontar e montar guarda-roupa várias vezes, o maior problema não é necessariamente a quantidade de desmontagens, mas o desgaste acumulado em cada uma delas.
A boa notícia é que muitos desses sinais podem ser percebidos antes de começar uma nova desmontagem. E observar isso pode evitar aquela surpresa desagradável de descobrir, no meio da mudança, que o guarda-roupa talvez não esteja em condições de ser montado outra vez.

Quando não vale mais a pena desmontar e montar o guarda-roupa?
Nem todo guarda-roupa precisa ser descartado só porque já foi desmontado algumas vezes. Mas também chega um momento em que insistir em uma nova desmontagem pode acabar trazendo mais problema do que solução.
Um dos principais sinais está nos pontos de fixação. Se vários parafusos já não apertam direito, os furos estão muito desgastados ou partes do MDF ou MDP estão esfarelando, existe uma boa chance de o móvel perder ainda mais resistência quando for desmontado.
Também vale ficar atento a outros sinais, como:
- laterais ou divisórias rachadas;
- peças muito empenadas;
- estrutura que balança mesmo com os parafusos apertados;
- portas que não permanecem alinhadas;
- encaixes quebrados ou muito folgados;
- fundo bastante danificado;
- ferragens que já não conseguem manter as peças firmes.
Nessas condições, desmontar e montar o guarda-roupa novamente pode piorar danos que já existem. Às vezes, ele até consegue ser remontado, mas fica tão instável que deixa de ser seguro e funcional para o uso diário.
Outro ponto é colocar o custo na balança. Se o móvel precisar de várias ferragens novas, reparos nas peças e bastante trabalho para voltar a ficar minimamente firme, talvez seja mais interessante investir em outro guarda-roupa.
Mas não precisa tomar essa decisão olhando para o móvel e tentando adivinhar. Um montador experiente consegue avaliar a estrutura, identificar quais problemas podem ser corrigidos e dizer se realmente vale a pena fazer uma nova desmontagem.
Principalmente antes de uma mudança, essa avaliação pode evitar que você pague para transportar um guarda-roupa que, ao chegar ao novo endereço, já não tenha condições de ser montado novamente.
Desmontar e montar guarda-roupa é trabalho para profissional?
Você até pode olhar para o guarda-roupa e pensar: “é só tirar os parafusos, separar as peças e depois montar tudo de novo”. Na prática, principalmente quando o móvel já passou por outras desmontagens, o processo exige bem mais cuidado.
Um montador experiente sabe identificar a ordem correta da desmontagem, quais peças precisam de mais atenção e quais ferragens não podem ser forçadas. Durante a remontagem, ele também consegue perceber problemas como furos desgastados, encaixes com folga, dobradiças desalinhadas ou peças que precisam de algum ajuste.
Isso é ainda mais importante em uma mudança. Afinal, ninguém quer desmontar o guarda-roupa em um endereço e descobrir, somente no imóvel novo, que algumas peças foram danificadas ou que a estrutura não consegue mais ficar firme.
Por isso, se você precisa desmontar e montar guarda-roupa, contar com um profissional pode ajudar a preservar o móvel e evitar muita dor de cabeça.
A Forte Montadores conta com profissionais preparados para realizar desmontagem e montagem de móveis com o cuidado que cada peça precisa. Seja para uma mudança, troca de cômodo ou simplesmente para reorganizar a casa, você pode solicitar um montador e deixar o serviço nas mãos de quem entende.
Antes de começar a desmontar por conta própria e correr o risco de transformar um guarda-roupa que ainda está bom em um móvel cheio de folgas, entre em contato com a Forte Montadores e solicite seu orçamento.